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16/05/2013

Duas mil pessoas em marcha contra unificação do ICMS

O governador Marconi Perillo comandou o protesto contra a reforma do ICMS nesta quarta-feira, dia 15, em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. A Polícia Militar do DF informou que 2,6 mil pessoas participaram da marcha contra a unificação do ICMS. Cerca de 360 PMs fizeram a segurança, com 17 viaturas posicionadas.

Nós estamos aqui a favor do emprego, de jovens que não teriam essa oportunidade sem os incentivos fiscais e sem as políticas de atração de empresas que criamos em Goiás. Nós tivemos os melhores números na geração de empregos, no crescimento industrial e do PIB, salienta Marconi Perillo.

Incentivos fiscais
Os incentivos fiscais se revelaram na mais eficaz plataforma impulsionadora dos programas de desenvolvimento regional até hoje implantados no Brasil, gerando milhões de empregos e contribuindo para a redução das desigualdades regionais. A afirmação é do senador Wilder Morais, que completa dizendo que essa reforma não trará nenhum ganho para os estados em desenvolvimento. Como o mercado consumidor não está nesses estados, com o fim dos incentivos fiscais, eles vão para outras regiões. Nós não podemos permitir que essa ação acabe com os números positivos da economia goiana. Segundo o deputado federal Jovair Arantes, o Governo Federal deve olhar para o futuro, para o desenvolvimento das próximas gerações e não apenas para um momento isolado.

Força Sindical
Os participantes da marcha defendem a tese de que com a reforma proposta pelo Governo Federal, os estados em desenvolvimento perderiam a capacidade de oferecer incentivos fiscais para a atração de novos empreendimentos. Segundo o presidente da Força Sindical em Goiás, Rodrigo Carvelo, a classe que ele representa quer a valorização e a manutenção dos empregos em Goiás. Eu costumo dizer que o Congresso Nacional é igual a feijão de má qualidade. Só funciona na pressão. Eles precisam de votos e quem vota é a classe trabalhadora. A presidenta Dilma recebeu votos, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por isso ela não pode fazer uma política voltada para o Sul e Sudeste. A melhor proposta é ficar do jeito que está, destaca. A Força Sindical reúne em Goiás 70 sindicatos e 600 mil trabalhadores.

Adial Brasil
O presidente da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil), José Alves Filho, acredita que, caso seja aprovada, a reforma do ICMS representará a morte da competitividade da indústria do Estado de Goiás e também das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O cálculo que nós temos de pessoas que ficariam desempregadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com a reforma do ICMS, é de 2 milhões. É muita gente que vai para a rua por causa de uma medida mal pensada. Só no nosso Estado de Goiás seriam 400 mil trabalhadores sem emprego. O Congresso Nacional deve tomar suas decisões olhando para o lado social. Goiás tem conquistado uma série de vitórias na industrialização, na geração de empregos e no crescimento do PIB, por isso essa medida não pode avançar, justifica.

A senadora Lúcia Vânia disse que conseguiu, com o apoio de outros senadores, paralisar o processo de unificação do ICMS por meio de emendas. Para ela, a MP só beneficia o Estado de São Paulo. Na verdade essa é uma reforma feita para São Paulo, e como ela foi mudada, o próprio Estado não deseja que ela seja levada adiante. Essa mobilização é importante para dar força a tudo o que já fizemos no Congresso Nacional. Nossa estratégia é mostrar a indignação do povo goiano e atuarmos no Congresso Nacional para impedir que o processo seja levado à frente, explica. A senadora conseguiu um acordo com a Zona Franca de Manaus, o apoio de todos os senadores do Norte, do Centro-Oeste e alguns do Nordeste.

Fundo de Compensação
O Governo Federal acena com a possibilidade de criação de um Fundo de Compensação, no valor de R$ 450 bilhões, para cobrir as perdas dos estados emergentes com a unificação da alíquota do ICMS. Mesmo que houvesse a compensação, nós perderíamos os empregos. O problema é que nós não teremos nem a compensação e nem os empregos porque muitas fábricas vão deixar Goiás em direção a outros estados. Nós não podemos viver num País onde um Estado é beneficiado em detrimento de outros. O que nos interessa é manter a legislação e permitir que cada Estado defina sua alíquota de ICMS. Nós não podemos perder esse direito, afirma Marconi. O governador deixou claro que essa luta não é dele e nem de seu partido, mas de toda a população de Goiás e outras regiões do Brasil que querem um País mais igualitário.

 

FONTE: RIO VERDE AGORA